Advogados da APMDFESP conseguem absolvição total de Associado acusado por execução no Butantã, em 2015; pena poderia ser de 12 anos de reclusão

  • 16 de março de 2017
  • webmaster

O advogado Fernando Capano é o responsável pelo Departamento Jurídico da APMDFESP

O Soldado PM Silvio André Conceição, associado da APMDFESP, que respondia pelo assassinato de Paulo Henrique Porto de Oliveira, após perseguição no Butantã, em setembro de 2015, foi absolvido da acusação de homicídio e fraude processual. O julgamento começou na segunda e a sentença foi anunciada por volta de 23h30 da terça-feira (13/03), no Fórum da Barra Funda.

“Esse resultado positivo aconteceu porque conseguimos provar aos jurados que nosso associado não participou do homicídio e nem da fraude processual. Ele simplesmente não estava no local dos fatos na ocasião em que os tiros foram desferidos”, comentou o responsável pela defesa, o advogado Fernando Capano, um dos coordenadores do Departamento Jurídico da APMDFESP.

O advogado explicou que o PM foi acusado na modalidade de participação, o que significa que, embora não fosse o responsável pelos tiros, no entendimento do promotor de justiça, ele deveria ser condenado porque teria ficado ao lado do corpo, dando cobertura aos demais policiais, bem como forjando a cena do crime posteriormente.

“Foi um trabalho árduo de um ano e meio, tempo em que estudamos o caso, acompanhando todos os atos do processo, bem como produzindo defesa nas cerca de 24 horas que ficamos em plenário, considerando-se os dois dias do júri”, lembrou o advogado feliz com a sentença de absolução, resultado dos esforços da equipe formada também pelos advogados Evandro Capano, Luís Gralho e Renato Marques.

“Imagine se não tivéssemos conseguido a absolvição: ele poderia ter sido condenado a uma pena de cerca de 12 anos de reclusão, o que acabaria com a vida dele. A responsabilidade é muito grande. E sete pessoas do povo, soberanas para julgar, após ouvir nossas razões, decidiram que nosso associado é inocente”, concluiu Capano.

Advogados da APMDFESP conseguem absolvição total de Associado acusado por execução no Butantã, em 2015; pena poderia ser de 12 anos de reclusão